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Governador mineiro rechaça dobradinha com Dilma

No dia seguinte ao assédio da pré-candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, aos votos do PSDB mineiro, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, disse que o partido vai marchar firme para eleger José Serra presidente. Ele agradeceu os elogios da petista que, segundo ele, causam satisfação e orgulho porque significam o reconhecimento das realizações do governo, mas foi claro: Com referência à questão eleitoral, quero reiterar e lembrar que o nosso partido tem candidato à Presidência da República e ele é José Serra.

Agência Estado |

E por ele, nós mineiros, vamos trabalhar firme, e temos certeza que ele terá uma situação eleitoral muito favorável em nosso Estado".

Ontem, em Minas Gerais, a petista Dilma Rousseff chamou Aécio Neves (PSDB), que deixou o governo do Estado na semana passada para concorrer a uma vaga no Senado, de "governador exemplar" e admitiu a possibilidade de o eleitor votar em uma dobradinha PT-PSDB para presidente e para governador, em uma chapa híbrida chamada de "Anastadilma", uma junção de seu nome com o do governador, ex-vice de Aécio e candidato à sucessão em Minas Gerais.

Em 2002 e em 2006, quando Aécio foi eleito governador e Lula foi o candidato à Presidência mais votado no Estado, se falava no voto "Lulécio". Nas declarações de Dilma em Minas Gerais, o candidato não escolhe a forma pela qual o povo monta as alianças.

Na avaliação dos tucanos, o cenário nesta eleição é bastante diferente das anteriores. Segundo esse entendimento, se poderia parecer, no passado, haver interesse de Aécio em colar na popularidade de Lula para ajudar na sua eleição, esse quadro não se repete mais e não há interesse em ligar a imagem de Aécio ou de Anastasia à candidata petista.

Anastasia evitou comentar se a intenção da petista foi pegar carona na popularidade do governo tucano no Estado. Ele disse, no entanto, que a avaliação positiva é resultado da administração tucana. "Esse crédito e esse patrimônio, é um patrimônio do nosso partido, do PSDB, e dos partidos aliados, que compõem a nossa base política em Minas, que engloba outros partidos", afirmou. O herdeiro desse patrimônio, disse Anastasia, será Serra. "Temos aí uma identidade de princípios, temos uma identidade de modelo, temos uma identidade partidária, uma identidade do modo de trabalho. Então eu acho que, de fato, os mineiros vão receber sempre com muita aceitação a candidatura do governador José Serra", disse.

Tancredo

Assim como protestos da cúpula do PSDB, o governador também criticou a visita de Dilma ao túmulo do ex-presidente Tancredo Neves, em São João Del Rei. "Conhecemos bem a história política não só de Minas, mas do Brasil. Nós lembramos que, naquela oportunidade, o PT não só não apoiou como até expulsou deputados do PT que votaram no presidente Tancredo Neves (eleição indireta para presidente no Congresso). Então, é algo estranho", disse.

O governador cumpre hoje agenda em Brasília. Esteve com o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, com os presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), com o líder do PSDB na Câmara, deputado João Almeida (BA), e um grupo de parlamentares.

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