Governador do Mato Grosso do Sul chora e critica Minc

O governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), chorou nesta quinta-feira pela manhã, durante discurso proferido na solenidade de abertura do primeiro Fórum de Gestão Pública, em Campo Grande. Puccinelli comentava a proibição, pelo governo federal, da implantação de novos projetos de usinas de álcool na bacia hidrográfica do Alto Paraguai, para proteger a região do Pantanal.

Agência Estado |

No discurso, Puccinelli defendeu o zoneamento feito pelo governo do Estado e afirmou que o ministro do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, não vê as razões técnicas do projeto, apenas as ideológicas. Segundo ele, "entregaram o Brasil para os estrangeiros somente pela conquista do selo verde e que se fuzilem Mato Grosso do Sul e Mato Grosso".

Nota divulgada pela assessoria de imprensa do governo do MS relata o argumento de Puccinelli sobre o Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE) feito pelo Estado, "que preserva o bioma Pantanal e não irá permitir usina de álcool na região". Puccinelli afirmou que "é proibido o plantio de cana-de-açúcar, pecuária extensiva, só é permitido mesmo o capim natural do bioma pantanal".

Puccinelli disse em seu discurso que na Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai é permitida a atividade produtiva, mas com regras para a utilização. "Queremos plantar cana-de-açúcar que recupera o solo", argumenta, citando estudo do Instituto de Preservação de Controle Climático (IPCC) da ONU, que mostra que para cada um milhão de toneladas de cana é absorvido 1,5 milhão de tonelada de gás carbônico do ar.

A nota oficial também apresenta o argumento do coordenador do zoneamento estadual, Sérgio Yonamine. Ele entende que a atividade econômica permitida na região da Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai não coloca em risco o Pantanal. "Não há liberação total da área, existem regras de preservação e utilização produtiva do território", esclarece.

Yonamine diz que não há divergência entre o zoneamento estadual e o federal. "Tecnicamente, as conclusões que tivemos são as mesmas já que trabalhamos paralelamente. A divergência se deu agora no final por orientação do governo federal. O governador tem debatido esse assunto, mostrando a importância de se preservar a atividade produtiva em consonância com a preservação ambiental. O Estado tem que proteger, colocar regras, mas também tem que se desenvolver", finaliza.

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