Governador do Distrito Federal reconhece despreparo da polícia

BRASÍLIA - O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), reconheceu nesta terça-feira que a polícia local se mostrou despreparada em relação ao caso do torcedor são-paulino baleado por um agente policial antes da final do Campeonato Brasileiro de futebol, no último domingo, na cidade satélite do Gama.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

Em visita ao Congresso Nacional, onde participa de audiência sobre o Fundo de Desenvolvimento Regional do Centro-Oeste, Arruda disse, porém, que o despreparo policial é um fenômeno nacional. Este é um fenômeno nacional. Nós aqui estamos com 1,2 mil policiais fazendo curso superior de polícia e temos essa preocupação de preparar melhor o nosso contingente policial porque a sociedade deseja segurança e não violência, disse o governador.

Arruda ponderou ainda que o incidente deve ser considerado um fato isolado e não pode excluir a capital federal do eixo dos grandes eventos esportivos, uma vez que situações como esta ocorrem também no Rio de Janeiro e São Paulo.

Brasília foi uma das sedes da Copa do Mundo de Futsal sem incidentes, tivermos também o jogo entre Brasil e Portugal e agora a decisão do brasileiro, que foi uma festa bonita, onde houve este fato isolado, que será investigado até as últimas conseqüências, recordou o governador.

Lamento profundamente o que ocorreu, mas isso não deve mudar o fato de Brasília ser receptora de grandes eventos. Situações semelhantes ocorreram no Rio e em São Paulo e em outras grandes cidades e nós não deixamos de admirá-las, disse. Brasília é uma das possíveis cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil.

No último domingo, durante o jogo São Paulo x Goiás, na decisão do Campeonato Brasileiro de futebol, Nilton de Jesus, 26, viajou de São Paulo para o Gama, onde fica o estádio do Bezerrão, para assistir a partida. Integrante de uma torcida organizada do São Paulo, ele se envolveu em uma confusão entre torcidas e acabou baleado na nuca por um policial. Ele segue internado em estado grave e respira com ajuda de aparelhos.

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