A Câmara Legislativa elege daqui a pouco o novo governador do Distrito Federal. O vencedor assumirá em definitivo a vaga até o fim do ano depois da cassação imposta pela Justiça Eleitoral ao ex-governador José Roberto Arruda, envolvido no escândalo de corrupção em Brasília.

O novo governador será eleito numa sessão que contará com a participação de, ao menos, oito deputados investigados nesse inquérito, conduzido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Ao todo, 24 deputados poderão votar. Dez candidatos chegaram a se inscrever, mas apenas cinco devem participar da votação em razão de algumas desistências. Três despontam como favoritos: o governador em exercício, o deputado Wilson Lima (PR), o advogado Rogério Rosso (PMDB) e o professor Antônio Ibãnez (PT).

Para vencer, o candidato precisa de, no mínimo, 13 votos. Lima é favorito para chegar ao segundo turno. Apoiado pelo ex-governador Joaquim Roriz (PSC), ele teria, segundo aliados, de 11 a 12 votos. PMDB e PT negociam para ver quem tem mais chances de vencer Lima numa segunda votação: Rosso ou Ibãnez.

As negociações ultrapassaram a madrugada e continuaram até o início desta tarde. O deputado federal Alberto Fraga (DEM), pré-candidato ao governo nas eleições de outubro, reuniu-se com vários partidos em sua casa em Brasília. Ele trabalha, a princípio, pela derrota de Wilson Lima. O seu partido, o DEM, legenda pivô do escândalo de corrupção, decidiu não lançar candidato.

Um fato inusitado: a eleição pode ser decidida pela idade. É que, se houver empate em 12 a 12, ganhará o candidato mais velho. Wilson Lima fará 57 anos em junho, Ibãnez tem 67, e Rosso, 41 anos.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) declarou em março a perda do seu porque Arruda desfiliou-se do DEM em dezembro. Na época ainda preso na cela da Polícia Federal, Arruda decidiu não recorrer e abriu mão do cargo de governador. A Constituição determina, nesse tipo de caso, eleições indiretas pela Câmara Legislativa.

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