Gogol Bordello e Sanny DJ fazem melhores shows do TIM Festival no Rio

RIO DE JANEIRO - Como poucos esperavam, os melhores shows da edição deste ano do TIM Festival no Rio de Janeiro foram de atrações não escaladas como carros-chefe: o do Gogol Bordello, grupo formado em Nova York pelo cantor e compositor ucraniano Eugene Hütz, e o do DJ brasileiro Sany Pitbull, que se apresentou com o VJ Leandro HBL.

EFE |

Os organizadores do festival apostaram no apelo pop e rock de artistas como o rapper americano Kanye West, que se apresentou no Rio na noite de sexta-feira, e os britânicos do Klaxons, expoentes da onda "new rave". Mas quem agitou e colocou todos para chacoalhar foram os já mencionados convidados da seção dançante do evento, o TIM Festa.

Com sua rica sonoridade flamenco-cigana, o Gogol Bordello esbanjou carisma e irreverência sobre o palco, acima do qual os músicos da banda impressionaram com a inusitada combinação de violino, acordeão, guitarra, bateria, violão e outros instrumentos.

O grupo tocou quase 20 músicas, sempre assessorado por mais duas divertidas integrantes, que, meio assistentes de palco, meio animadoras de torcida, cantaram, tocaram e deram um show à parte de sincronismo, com suas animadas danças coreografadas.

A banda, uma das poucas a começar quase pontualmente seu espetáculo, também mostrou muito fôlego e boa forma, já que só parou de tocar quando ensaiou sua primeira saída do palco, abortada diante do insistente apelo do público, que literalmente bateu os pés no chão exigindo a continuação da apresentação.

Com uma performance memorável e um som contagiante, o Gogol Bordello desarmou seu circo musical como uma das mais gratas surpresas do TIM Festival deste ano, e, de quebra, ainda esquentou o público para as batidas pesadas do funk sofisticado do carioca Sany Pitbull.

O DJ, que começou a tocar por volta das 3h30 e encerrou seu set quase às 6h da manhã, levou à Marina da Glória a célebre mistura que lhe abriu as portas do renomado clube Fabric, em Londres, e lhe valeu uma série de outras apresentações na Europa.

No baile de Sany, o desgastado pancadão dos morros do Rio ganhou uma roupagem moderna e requintada, só possível graças à sua furiosa bateria eletrônica.

A resposta do público, bastante familiarizado com o gênero, não poderia ter sido melhor: todos, em algum momento, acabaram levados pela batida frenética do DJ, que fez sua apresentação ao ar livre, na área de convivência do festival, onde tudo favorecia a dispersão.

Demonstrando muita criatividade, Sany "esculachou", sobretudo quando mixou funk com sucessos de artistas do rock - Yes, AC/DC, Queen e Red Hot Chili Peppers -, do pop - Justin Timberlake -, da música eletrônica - Daft Punk e Justice (o melhor momento do show foi sua versão para "We Are Your Friends") - e até da bossa nova - Tom Jobim ("Gatora de Ipanema").

Ainda dentro do TIM Festa, também se apresentaram na Marina, na madrugada de sábado para domingo, o sergipano DJ Dolores, os paulistas do Database, o americano Dan Deacon, os canadenses do Junior Boys e os ingleses DJ Yoda e Switch.

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