SÃO PAULO (Reuters) - A General Motors do Brasil começou a dispensar nesta quinta-feira 1.633 empregados com contrato temporário de trabalho da unidade de São Caetano do Sul (SP) e colocou em licença remunerada 900 trabalhadores por 30 dias. Os dispensados estavam em licença desde janeiro, quando a empresa afirmou que iria avaliar a necessidade de mantê-los. Segundo a assessoria da montadora, todos trabalham no terceiro turno da fábrica, desativado no mês passado em decorrência da retração do mercado, atingido pela crise financeira global.

A GM não fornece detalhes sobre quantos trabalhadores serão dispensados a cada dia. Informa apenas que os contratos terminam em abril.

Em janeiro, 744 temporários da unidade de São José dos Campos já haviam sido dispensados. Eles também atuavam em turno extra e os contratos foram encerrados antecipadamente --venceriam no meio do ano.

A licença remunerada atingiu 300 trabalhadores da unidade de São Caetano do Sul e 600 em São José dos Campos, todos da área da produção. O retorno está previsto para 13 de março. No total, a GM tem 22 mil trabalhadores.

As dispensas acontecem depois que a indústria divulgou alta de produção em janeiro, pela primeira vez em cinco meses, resultado da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre a venda de veículos.

O anúncio coincide com a divulgação pela GM do prejuízo de 30,9 bilhões de dólares em 2008.

O sindicato dos metalúrgicos protestou em frente à fábrica de São Caetano, defendendo a manutenção dos temporários.

(Reportagem de Carmen Munari)

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