O arcebispo Desmond Tutu já fez. O pioneiro de estudos do genoma Craig Venter, também. Agora a atriz americana Glenn Close juntou-se a um punhado de celebridades que já tiveram seu genoma sequenciado, em nome da ciência.

Estrela do seriado de TV "Damages", da FX, e conhecida por papéis no cinema que incluem "Atração Fatal" e "Ligações Perigosas", Close disse que a oferta foi boa demais para ser recusada.

"Para mim, qualquer coisa que possa ajudar a fazer a ciência avançar vale a pena", disse a atriz em entrevista telefônica. "É bastante sabido que tenho problemas de saúde mental em minha família."

As doenças presentes na família de Glenn Close incluem o transtorno bipolar e a esquizofrenia. Ela é fundadora do grupo sem fins lucrativos BringChange2Mind, que promove a conscientização sobre doenças mentais.

Novas tecnologias de sequenciamento genético realizadas por empresas como a Ilumina, de San Diego, que mapeou o genoma de Close, reduziram em muito o custo de produção do mapa completo do genoma humano - em essência, a receita genética que compõe um indivíduo.

O primeiro mapeamento de um genoma humano custou 3 bilhões de dólares e levou mais de uma década para ser produzido. Já a Illumina cobra 48 mil dólares pelo tipo de sequenciamento feito com Close. A empresa não revelou se cobrou da atriz.

Cientistas dizem que, dentro de cinco anos, as tecnologias cada vez mais novas vão reduzir o preço para 1.000 dólares - basicamente, menos que o custo de uma tomografia computadorizada.

Cientistas esperam que a possibilidade de ter o mapa genético completo do DNA de uma pessoa comece a revelar as causas genéticas de doenças comuns ou determinar o risco que as pessoas têm de sofrer doenças genéticas.

Eles preveem que, com o tempo, o sequenciamento genético passe a ser uma parte rotineira dos exames médicos. Close disse que a oferta de ter seu genoma sequenciado não se deu por meio de seus próprios contatos, como celebridade, mas dos de seu marido, David Shaw, fundador e ex-presidente da IDEXX Laboratories Inc.

A atriz disse que no próximo mês fará uma consulta com um especialista em genética para conhecer os resultados do mapeamento "e descobrir tanto quanto eu quiser saber". A atriz acrescentou que, se houver algo em seu genoma que possa interessar à ciência, avaliará a possibilidade de levá-lo a público.

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