Gilmar Mendes elogia Judiciário no caso Arruda

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Gilmar Mendes, disse hoje que o Judiciário está agindo corretamente no caso das denúncias de corrupção envolvendo o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), e outras autoridades, com suspeita de envolvimento de juízes do DF. O caso Arruda é matéria do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou regras de sigilo e apreensão de documentos, tomando todas as providências ressaltou.

Agência Estado |

"O Judiciário está agindo bem neste caso."

Mendes considerou que a Justiça Eleitoral tem punido os chamados abusos de poder econômico. Entre 2008 e 2009, três governadores foram cassados depois de serem condenados por abuso - Jackson Lago (PDT-MA), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Marcelo Miranda (PMDB-TO).

O presidente do STF ponderou, contudo, que existe, de fato, "uma sensação de impunidade", apesar das punições ocorridas em vários casos. Para ele, há o problema de uma cultura de corrupção no âmbito político e em vários outros setores. Nesse sentido, Mendes voltou a defender uma mudança no financiamento das campanhas eleitorais. "Talvez devamos ousar em um modelo de financiamento público de campanha. Talvez devamos rever algumas práticas que estão aí e que são difíceis de superar", afirmou.

Questionado se os vídeos que mostram autoridades do DF recebendo maços de dinheiro não seriam elementos suficientes para a prisão dos suspeitos, o presidente do STF disse que essa é uma questão complexa. Ele lembrou que parte dos vídeos é do período anterior às eleições e, por conta disso, várias outras medidas terão de ser tomadas, bem como deverá haver outros esclarecimentos. "O Judiciário tomará as medidas adequadas em um momento certo", afirmou.

As afirmações do ministro foram feitas durante a abertura da Semana Nacional de Conciliação, no Memorial da América Latina, em São Paulo. O evento engloba os três maiores tribunais do Poder Judiciário em número de processos: o Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região, o Tribunal Regional Trabalhista (TRT) da 2ª Região e o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Eles se reuniram para realizar audiência de conciliação e dar solução definitiva a cerca de 70 mil processos.

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