BRASÍLIA ¿ O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, defendeu nesta quinta-feira o ministro Carlos Alberto Menezes Direito, que segundo matéria divulgada hoje pela revista Istoé, fazia uso de privilégios para favorecer familiares e amigos nos embarques e desembarques no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.

Não tem nenhuma investigação a ser feita em relação ao ministro Menezes Direito. Não se atribuiu a ele nenhuma prática abusiva, o que se diz é que alguém terá manifestado um interesse de usar ou proteger a ele e a seus familiares. Não há nada em relação a conduta do ministro Menezes Direito. Ele é uma pessoa extremamente correta, extremamente ética e que tem tido uma atuação exemplar aqui no Supremo, ressaltou Mendes após julgamento da Lei de imprensa no STF.

Gilmar justificou ainda que existem medidas que são tomadas em relação ao caráter cerimonial e de segurança dos ministros nos aeroportos. Algum auxilio que se presta nos aeroportos, na saída ou na entrada das aeronaves, mas nenhuma conotação de privilégio. Isto é feito tendo em vista características de cerimonial, de segurança e integridade dos próprios ministros, acrescentou.

A matéria da revista revela que doze ofícios do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foram emitidos entre fevereiro e dezembro de 2008, pedindo para que familiares e amigos do ministro Menezes Direito tivessem acesso a um esquema VIP nos embarques e desembarques internacionais no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.


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