BEIRUTE, 9 JUN (ANSA) - Gilberto Gil, Patti Smith, Brandford Marsalis e Mika são alguns dos nomes da música que irão participar dos Festivais Internacionais de Beiteddine, Baalbeck e Byblos, três eventos de verão que irão simbolizar o renascimento do Líbano após uma guerra com Israel e um ano e meio de paralisia institucional.

Anulados em 2006 devido a um conflito entre o movimento xiita Hezbollah e Israel, e cancelados em 2007 pela guerra entre o exército do governo e os extremistas islâmicos do Fatah al-Islam, os três festivais pretendem auxiliar a superação desses conflitos no Líbano.

"Nunca como neste ano, a organização desses eventos internacionais é um sinal positivo tanto para o país quanto para o exterior", disse à ANSA Andree Daouk, membro do comitê organizador do Festival de Beiteddine.

O palco do palácio de Beiteddine, suntuosa residência antiga dos governantes do século XIX, a sudeste de Beirute, irá receber, entre 11 de julho e 12 de agosto, artistas como o cantor e ministro da Cultura brasileiro Gilberto Gil, Brandford Marsalis e o seu quarteto de jazz, e o popstar nascido no Líbano Mika.

"Queremos que seja um festival de todos e para todos, e para isso reduzimos o preço dos ingressos e dos ônibus que saem de Beirute para as outras zonas do país que irão levar os espectadores a Beiteddine", assegurou Nora Jumblatt, diretora do festival e esposa do líder da maioria parlamentar anti-Síria, Walid Jumblat.

A programação do festival de Baalbeck ainda não foi divulgada e os organizadores garantem que o show de abertura acontecerá na segunda metade de julho, dois anos depois do cancelamento do evento em 2006.

A estação será fechada com o Festival de Byblos, que apresentará o show da cantora punk Patti Smith e que acontecerá de 8 de julho e vai até 24 de agosto.

"Depois desse período difícil [menção aos sangrentos conflitos entre Hezbollah e o governo de maio passado, que deixaram cerca de 65 mortos e 200 feridos], o que veremos neste verão será a verdadeira imagem do Líbano", afirmou o ministro do Turismo libanês, Joe Sarkis, durante uma coletiva de imprensa em Beirute.

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