Gilberto Gil faz turnê pela Europa para promover seu novo álbum

PARIS - O cantor e ministro da Cultura, Gilberto Gil, subirá hoje sozinho ao palco da Cité de la Musique, em Paris, para apresentar seu álbum Gil Luminoso, o mais minimalista dos lançados em mais de 40 anos de carreira.

EFE |

Em turnê pela Europa para promover o novo disco, o cantor se apresentará em França (dias 5 e 6), Suíça (8), Tunísia (10), Espanha (12 e 14) e Portugal (17 e 19).

O espetáculo que voltará a ser repetido no domingo em Paris leva o nome do álbum gravado em 2006, e nele, seu violão é sua única companhia no palco junto à sua voz, já que a banda de músicos que costuma lhe acompanhar em seus shows não estará presente na Cité de la Musique, segundo os organizadores.

Na raiz desta turnê e do álbum que promove agora figuram canções acústicas e novos arranjos de 15 músicas criadas nas décadas de 70 e 80, feitas em 1999 e destinadas a acompanhar sua biografia.

Em cima deste material nasceu em 2006 "Gil Luminoso", um repertório que permite descobrir um Gil íntimo a partir de músicas puras e finas de violão e voz, segundo os divulgadores de sua apresentação em Paris.

Além desse repertório próprio, em seus shows retomará temas dos Beatles e de Bob Marley, músicos que lhe marcaram profundamente.

No final dos anos 70, Gil já gravou com o cantor de reggae Jimmy Cliff uma versão da famosa canção de Marley "No Woman, No Cry", que virou "Não Chore Mais". Ambos fizeram uma turnê pelo Brasil e venderam 700 mil cópias do álbum.

Em 2002, Gil continuou influenciado pelo cantor de reggae, com "Kaya N'gan Daya".

Nascido em 26 de junho de 1942 em Salvador (BA), o ministro da Cultura, que assumiu o cargo em 2003, se interessou pela música desde pequeno, embora esta não tenha sido sua escolha profissional inicial.

Ele estudou na faculdade de administração de empresas da Universidade da Bahia ao mesmo tempo em que fazia parte do grupo Os Desafinados, antes de descobrir, no final dos anos 50, o pai da bossa nova, João Gilberto. Influenciado por ele, Gil começa a aprender a tocar violão.

Seu primeiro LP, "Louvação", sai a público em 1967.

Junto com Caetano Veloso, Gilberto Gil liderou a Tropicália, movimento cultural de reação à ditadura. Em 1968, são presos e, em julho do ano seguinte, vão para o exílio em Londres, onde tocou junto a grupos e artistas de renome internacional, como Pink Floyd e Rod Stewart.

De volta ao Brasil em 1972, Gil gravou "Expresso 2222", com duas músicas que fizeram grande sucesso: "Back in Bahia" e "Oriente".

Em 1975, sempre ligado aos artistas brasileiros, lançou o álbum "Gil Jorge Ogum Xangô" com o cantor Jorge Ben e, dois anos mais tarde, começou uma turnê mundial em companhia de outros cantores de renome, como Caetano, Gal Costa e Maria Bethânia.

Entre seus discos mais bem-sucedidos estão "A gente precisa ver o luar" (1981) e, quatro anos depois, ao comemorar 20 anos de carreira, "Dia Dorim Noite Neon".

Em 1993, em nova parceria com Caetano, Gil grava "Tropicália 2", no qual incorporaram a canção "Wait Until Tomorrow" de Jimi Hendrix, em um álbum que é considerado um de seus melhores desde o fim dos anos 60.

Militante do Partido Verde (PV), quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu o cargo, Gil se tornou uma das figuras da nova orientação social que ele quis dar a seu Governo.

Admirado no mundo todo, Gil anunciou em novembro sua intenção de se aposentar da política em 2008 para proteger suas cordas vocais.

"Preciso de tempo neste momento da minha vida", disse, para continuar fazendo o que mais gosta na vida, que é cantar.

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