A decisão judicial que permite à Liga Regional Desportiva Paulista e aos bingos associados a ela funcionarem é considerada inválida pela maioria das cidades da Grande São Paulo. No entanto, os estabelecimentos permanecem abertos ou sempre voltam a operar com casa cheia.

“O volume é muito grande. Pelo menos 20,5 mil pessoas entram diariamente. Vêm aqui porque fica na boca da Estação Celso Daniel e porque sabem que o jogo não é ilegal”, diz Adilson Santos, gerente do Bingo Estação, no centro de Santo André.

Ontem, em plena hora do almoço, mais de 300 pessoas acompanhavam os telões e os gerentes de mesa anunciarem as bolas sorteadas. A casa, reaberta há um ano, tem funcionamento ininterrupto - 150 funcionários se revezam em três turnos todos os dias. Promoções diárias, como o “Domilhão” ou a “Quinta-feira premiada”, prometem prêmios mínimos de R$ 1 mil por rodada ou R$ 1,5 mil a cada hora.Há nove meses administrando o local, Santos mostra que o público, apesar de ser predominantemente idoso, é ágil - grande parte preenche duas ou três “séries”, com seis cartelas cada, uma por rodada. São duas premiações por vez: ganha quem preenche antes dos demais uma linha ou uma cartela completa.

A prefeitura de Santo André diz que as casas de bingo da cidade só operam porque conseguiram decisões judiciais. Como em outros municípios, como São Caetano e São Paulo, a prefeitura afirma que não emite licenças de funcionamento para estabelecimentos ligados a jogos de azar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.