Genro tenta acabar com crise entre PF e Gilmar Mendes

Em plena tensão entre Polícia Federal (PF) e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, o ministro da Justiça, Tarso Genro, chefe hierárquico da PF, foi hoje à Corte tentar pôr fim à crise. Porém, Tarso não deixou que a corporação figurasse como única responsável por eventuais abusos em investigações de escândalos de corrupção.

Agência Estado |

Ele disse a Mendes que todos os mandados de busca e apreensão são autorizados por juízes. Por isso, afirmou, se há erros, é preciso que o Judiciário, o Executivo e o Legislativo trabalhem em conjunto para corrigi-los.

"O que precisamos ter é um ambiente de redução dessas tensões e de minimização de erros, tanto de eventuais erros de magistrados que determinam uma prisão que não deveria ser determinada como de uma eventual ação policial que saia das margens da legalidade. Isso é um dever do Executivo, Legislativo e do Judiciário", afirmou. Na terça-feira, Gilmar Mendes classificou de "terrorismo lamentável" e "coisa de gângster" o vazamento de informações pela PF para supostamente intimidar e retaliar juízes.

Hoje, no entanto, o presidente do STF concordou com Genro e admitiu que juízes também são responsáveis por eventuais abusos nas operações da PF, especialmente pela prisão de investigados que depois conseguem habeas-corpus no Supremo porque a detenção seria ilegal. Por outro lado, Tarso concordou com o presidente do STF, que na terça defendeu uma nova lei para conter abusos de autoridade, em especial o vazamento de dados sigilosos durante o trabalho de agentes da PF, e uma nova regra para a utilização de grampos telefônicos em investigações policiais.

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