BRASÍLIA -O ministro da Justiça, Tarso Genro, negou nesta terça-feira ter havido qualquer viés político na Operação Castelo de Areia ¿ ação da Polícia Federal que investiga supostos crimes de lavagem de dinheiro cometido pela empreiteira Camargo Corrêa.

Não há viés politico no inquérito. O Brasil não vive um estado policial, senão a polícia não estaria aqui prestando contas, disse o ministro, que depõe em audiência pública na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado ao lado do diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa.

O estado policial era quando não havia habeas corpus, ou quando a política não tinha como prestar esclarecimento nesta Casa porque ela estava fechada, contiuou o ministro.

De acordo com o relatório da Polícia Federal, a empreiteira Camargo Corrêa, teria feito, além de outros crimes financeiros, também doações ilícitas a campanhas políticas. Os senadores Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e José Agripino (DEM-RN) chegaram a ser citados como beneficiários de doações das empresas, mas negaram as acusações e apresentaram declarações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para provar a legalidade do dinheiro.

A oposição acusa da Polícia Federal de politizar a investigação, pois, no relatório vazado à imprensa, três partidos da base aliada ao governo - PT, PV e PTB ¿ foram excluídos da lista de partidos que poderiam ter recebido doação ilegal.

Mais cedo, Genro negou que o vazamento tenha partido da Polícia Federal. Segundo ele, a imprensa pode ter conseguido as informações sobre as investigações com o Ministério Público ou com o Poder Judiciário.

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