Genro lamenta morte de diretor de Bangu 3 e comenta sobre eleições do Rio

RIO DE JANEIRO - O ministro da Justiça Tarso Genro, classificou de ousadia e barbárie o assassinato do diretor do presídio de Bangu 3, tenente-coronel José Roberto Lourenço do Amaral, na manhã desta quinta-feira. ¿Isso demonstra o grau de violência e de cinismo a que chegou o crime organizado no Rio de Janeiro. Esse crime é típico de quadrilha organizada, que deve ser duramente combatido pelas autoridades, com inteligência e ação policial¿, disse Tarso.

Agência Brasil |

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O ministro colocou à disposição do governo estadual a Polícia Federal (PF) e disse que o crime foi um desafio duríssimo ao estado, uma ofensa à cidadania e um sinal de barbárie.

Tarso falou durante o lançamento do Plano de Habitação para policiais e bombeiros, dentro do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), no Palácio Guanabara. Num primeiro momento, serão disponibilizados mil imóveis, financiados pela Caixa. Outros quatro mil serão construídos em seguida, também em condições facilitadas para os profissionais de segurança.

Falando sobre política, o ministro frisou que não haverá qualquer tipo de discriminação do governo federal ao Rio, se o vencedor das eleições for Fernando Gabeira, que concorre com Eduardo Paes (PMDB), apoiado oficialmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nós temos convênios do governo federal com estados e municípios que têm um largo espectro ideológico. Ganhe quem ganhar aqui no Rio de Janeiro, tendo um comportamento republicano de trabalho administrativo, ninguém vai ser discriminado, nem partidária nem ideológicamente, declarou Tarso, que hoje gravou programa apoiando Paes.

Sobre a possibilidade de ter havido vazamento na prisão do publicitário Marcos Valério, ocorrida no último dia 10, em Belo Horizonte, Tarso disse que o fato deve ser investigado. A Polícia Federal não tem nenhum tipo de reserva para atuar sobre si mesma. Nós localizamos, eventualmente, pessoas que têm comportamento marginal e ilegal e vazadores, que são punidos e presos, tudo dentro da ação corregedora. Se houve vazamento, nós vamos saber quem o fez. A PF não teme em cortar na sua própria carne, afirmou.

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