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Genro e Corrêa defendem PF da síndrome do grampo

BRASÍLIA - Após ouvir críticas dos senadores sobre a atuação da Polícia Federal e o excesso de interceptações telefônicas usadas nas investigações, o ministro da Justiça, Tarso Genro, admitiu a fragilidade da legislação sobre escutas no País e disse ser compreensível que a população esteja assustada com o que ele chamou de ¿síndrome do grampo¿.

Carol Pires |

Temos consciência da síndrome do grampo no País. Ela é justificável tendo em vista que não há regras para compra de equipamentos, então, teoricamente qualquer um pode comprar, comentou o ministro, em audiência pública na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado.

O diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, que também participa da reunião no Senado, alertou os senadores para o fato de que as suspeitas de grampos ilegais têm sido geralmente atribuídas à PF.

Sempre quando há invasão de privacidade se voltam para os agentes da lei como os vilões. Tem que se destacar uma barreira entre quem esta dentro da lei e quem não está, disse o diretor. 

De acordo com Corrêa, de 150 mil inquéritos abertos pela Polícia Federal, apenas 3% envolvem escutas. Não produzimos espionagem, produzimos provas. Eu, inclusive, defendo um maior controle, porque quem trabalha dentro da lei não tem medo de controle, afirmou.

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