Genro diverge de Protógenes sobre dar mais poder à PF

O ministro da Justiça, Tarso Genro, questionou hoje a defesa feita pelo delegado da Polícia Federal (PF) Protógenes Queiroz, em depoimento ontem à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grampos, para que a corporação tenha mais poder para investigar. Se a afirmação do delegado Protógenes Queiroz é de que a PF precisa ter mais soberania sobre os demais Poderes, isso não é aceitável e romperia a repartição dos Poderes determinados na Constituição, disse Genro, após participar do lançamento do tema da Campanha da Fraternidade 2009 pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em São Paulo.

Agência Estado |

Para o ministro, a PF já tem autonomia suficiente e legal para realizar seu trabalho sem interferência do poder político imediato. "A Polícia Federal já tem autonomia e cada vez tem conquistado mais para fazer seu trabalho", afirmou. "Se eventualmente a instituição tivesse soberania, o Brasil correria o risco de ter no futuro um Estado com forte tensão policial, o que não é o desejo de ninguém."

Durante o seu discurso no lançamento da campanha, Genro parabenizou a CNBB pela escolha do tema "Fraternidade e segurança pública", feita a pedido da pastoral carcerária. "A segurança pública e o respeito aos direitos se tornou, depois da onda dos regimes militares nos anos 60 e 70 na América Latina, o principal desafio para a solidez das instituições democráticas contemporâneas", disse. Na avaliação do ministro, a segurança é um dos direitos mais fundamentais da cidadania.

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