Genro admite erros na Satiagraha, mas nega vazamento da Operação Castelo de Areia

BRASÍLIA- O ministro da Justiça, Tarso Genro, admitiu nesta terça-feira, durante audiência pública na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, que foram cometidos erros na Operação Satiagraha, ação da Polícia Federal que culminou com a prisão do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, e dos investidores Naji Nahas e Daniel Dantas, acusados de crimes contra o sistema financeiro.

Carol Pires |

Ainda que se tomem todos os cuidados com questões de direitos humanos e de obtenção de provas com qualidade, alguns procedimentos nesse inquérito foram errados e as pessoas responsáveis terão, naturalmente, que responder por isso, afirmou o ministro, se referindo à exposição do ex-prefeito Celso Pitta,  filmado por uma equipe de TV ainda de pijamas, sendo preso pela Polícia Federal na frente de sua casa.

Esses erros estão sendo investigados, não vão prejudicar a eventual punição de pessoas que foram indiciadas porque o inquérito foi refeito em  alta qualidade, assegurou o ministro.

Apesar de ter reconhecido os erros na Operação Satiagraha, o ministro Tarso Genro garantiu que a Operação Castelo de Areia ¿ que investiga irregularidade na empreiteira Camargo Corrêa ¿ foi apurada dentro da mais ampla legalidade.

De acordo com Genro, o vazamento das informações sobre as investigações à imprensa tenham partido do Ministério Público ou do juiz responsável pelo caso, e não da Polícia Federal.

A Castelo de Areia não vazou uma linha, aliás, se nós formos observar os inquéritos que são feitos pela PF, os fatos se tornam públicos a partir do momento que o inquérito sai da PF e vai para o Ministério Público, que resolve se quer ou não dar mais informações sobre o caso, garantiu Genro .

Tarso Genro explicou ainda que o foco das investigações da Operação Castelo de Areia eram supostos superfaturamentos por parte da Camargo Corrêa, e não sobre possíves doações ilegais de campanha, como veicularam alguns jornais.

Nesse caso é necessário deixar claro que essa investigação não tratava de financiamento de campanha. (...) A partir desse momento do vazamento, o debate perdeu o foco e passou a ser financiamento de campanha, ponderou.

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