General diz que sabia da impossibilidade da Abin de grampear telefones

BRASÍLIA - O chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Armando Felix, disse nesta terça-feira que não ficou surpreso com o resultado de laudo da Polícia Federal, que concluiu pela impossibilidade de os equipamentos usados pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) serem usados para grampear telefones.

Agência Brasil |

Ele ressalvou, porém, que não pode fazer juízo de valor sobre a questão, e disse que só vai se manifestar quando forem concluídos os dois inquéritos da Polícia Federal, abertos por determinação do Ministério da Justiça. Os inquéritos investigam gravações telefônicas feitas na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), atribuídas à Abin. Segundo o general, a Polícia Federal deverá trabalhar sem nenhuma pressão para concluir as investigações.

Felix disse que não ficou surpreso com o laudo porque conhece o diretor afastado da agência Paulo Lacerda e as pessoas que trabalham com ele. Sobre a lista de compras de equipamentos da Agência Brasileira de Inteligência que está em poder da Comissão Parlamentar de Inquérito das Escutas Telefônicas, o general argumentou que não cabe ao gabinete divulgar o que a Abin tem ou deixa de ter.

Segundo ele, em se tratando de uma agência de Estado de Inteligência, "ela não deve ficar anunciando o seu preparo ou deficiência, sob pena de ver minada a própria estratégia de trabalho.  Nenhum país mostra sua força ou fraqueza nessa área e não podemos ser exceção".

O general disse que a Abin precisa aperfeiçoar seu trabalho, em vista da importância da  função que precisa ter. No concurso público realizado pela agência há 800 candidatos por vaga. "Isso vai permitir que sejam admitidas pessoas do mais elevado gabarito".

Sobre a volta de Paulo Lacerda à direção da Abin, o general disse que o dirigente e outros servidores foram afastados porque "a boa ética indicava isso", mas no final dos inquéritos caberá ao presidente da República qualquer decisão sobre a recondução.

Armando Felix participou do Congresso de Segurança da Informação e Comunicações do Governo Federal, que começou hoje e termina amanhã, no Conjunto Cultural da Caixa.

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