A ternura e o carinho da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, foram exaltados hoje pelos ministros da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, e dos Transportes, Alfredo Nascimento, em tom eleitoreiro. Ela foi considerada a grande responsável pelas obras do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) que começam a mudar a face do Nordeste, durante evento realizado em Salgueiro, no sertão pernambucano, a 520 quilômetros do Recife.

No local foi assinada a ordem de início de um trecho de 163 quilômetros da Ferrovia Transnordestina que vai de Salgueiro a Trindade, também em Pernambuco.

Em discurso empolgado, Geddel disse que Dilma trata cada projeto do PAC, seja nas capitais ou no interior, "da mesma forma que uma mãe deve tratar seu filho: carinhosa e estabelecendo metas". Logo em seguida, o ministro dos Transportes agradeceu "sua ternura pela obra que está acontecendo hoje". Ele mencionou a sorte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por ter "descoberto" a ministra, a qual colocou para coordenar as obras do PAC.

A candidata do presidente Lula à sua sucessão mostrou-se simpática, sempre sorridente, acenou várias vezes para o público que lotou o local, ao ar livre, e fez um discurso regionalista - afinada com o discurso do presidente - no palanque armado para apresentá-la à multidão, que enfrentou horas de espera sob calor escaldante. "O País não será desenvolvido enquanto o Nordeste não tiver mais estrutura, mais indústria e mais emprego", afirmou.

Para ela, o palco da cerimônia - que incluía seis ministros, três governadores nordestinos e o presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, empresa controladora da ferrovia Transnordestina - refletia o esforço do governo federal para resolver os problemas e realizar as obras no Nordeste necessárias ao País. "Nós estamos mudando completamente a forma de distribuição dos recursos do governo para as diferentes regiões do País." Alvo da oposição por supostamente estar fazendo campanha eleitoral antecipada, o presidente deixou de lado elogios à ministra, como fez em outras ocasiões.

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