Os homens do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) que atuaram no cárcere privado de Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, podem ser responsabilizados por desrespeito à Resolução 22 da Secretaria da Segurança Pública. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/10/22/nayara_diz_que_nao_ouviu_tiro_antes_da_invasao_da_policia_2062451.html target=_topNayara diz que não ouviu tiro antes da invasão da polícia http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/10/23/caso_eloa_comandante_da_pm_depoe_hoje_em_sp_2063068.html target=_topComandante da PM depõe agora sobre sequestro http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/10/22/policia_de_alagoas_monta_operacao_para_prender_pai_de_eloa_2062450.html target=_topPolícia de Alagoas monta operação para prender pai de Eloá

Futura Press
Nayara ao deixar hospital
Nayara ao deixar hospital
Editada em abril de 1990 - um mês depois do trágico desfecho do sequestro da professora Adriana Caringi, morta acidentalmente por um atirador da Polícia Militar -, a norma estabeleceu que cabe ao Grupo Especial de Resgate (GER), unidade de elite da Polícia Civil, negociar a libertação de reféns.

Homens do Gate negociaram por cerca de 100 horas com Lindemberg Alves, que manteve reféns a ex-namorada Eloá Pimentel, morta com tiro na cabeça, e sua amiga Nayara da Silva, que recebeu alta do hospital na quarta-feira após ter sido submetida a duas operações. Nayara levou um tiro no rosto.

A função do Gate, conforme o artigo 4º da resolução, é providenciar o isolamento da área. O texto também detalha como as polícias devem proceder caso o sequestrador se recuse a libertar o refém.

Exaurindo-se as negociações por parte da Polícia Civil, passar-se-á à fase seguinte, quando então a PM, como polícia ostensiva, de repressão da ordem pública, comandará a totalidade da operação, decidindo quanto à oportunidade, conveniência, forma e procedimentos operacionais, diz o texto do artigo.

A promotora Eliana Passarelli, do Ministério Público Militar, afirmou que vai apurar se houve infração ao artigo 324 do Código Penal Militar. O pedido de punição pode atingir os policiais que participaram da ocorrência e chegar até os superiores deles. A própria resolução prevê punições rigorosas aos integrantes das duas polícias, em caso de desrespeito. 

Veja a retrospectiva do caso

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