BRASÍLIA - Os gastos do Supremo Tribunal Federal (STF) com a compra de passagens para seus ministros e funcionários aumentaram cerca de 320% de 2003 para 2008. Dados divulgados nesta segunda-feira pela Corte indicam que em 2003 foram consumidos um total de R$ 269.833,38 com as passagens. Em 2008, o valor passou para R$ 1.133.187,04. Neste ano, a soma já está em R$ 304.662,18. Os destinos das viagens não foram informados pelo tribunal.

Conforme informações do Supremo, cada ministro do tribunal dispõe atualmente de uma cota anual de R$ 42.848,20 para compra de passagens. Esses bilhetes devem ser usados basicamente para as idas e voltas dos ministros às suas cidades de origem. De acordo com o STF, o dinheiro não pode ser usado para compra de passagens para familiares nem terceiros.

No ano passado, os ministros gastaram R$ 215.555,14 com passagens da cota, o que significa o uso individual de cerca de R$ 1,6 mil por mês. Neste ano, o gasto total dos ministros está em R$ 41.196,34. Há também as passagens compradas para que ministros representem o tribunal em viagens institucionais. Essas passagens estão fora da cota individual dos ministros, de R$ 42.848,20 por ano. Em 2008, foram gastos com as viagens de representação de ministros R$ 188.576,72 e neste ano, R$ 58.609,23.

A maior parte dos recursos consumidos foi utilizada com a compra de bilhetes para servidores do tribunal. Em 2008, o valor foi de R$ 729.055,18 e em 2007, R$ 451.477,16. Em 2003, foram gastos R$ 82.566,50.

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