O segurança Saidemberg Cruz de Santana, de 32 anos, foi assassinado na noite de terça-feira no bairro de Cajazeiras, periferia de Salvador. Ele também era o garoto-propaganda da recém-criada Guarda Municipal, apresentada à população no dia 2 pelo prefeito João Henrique.

Cruz estampa os outdoors da nova força que tem o objetivo de diminuir as crescentes estatísticas de crimes na capital baiana.

O segurança, que foi alvejado por sete tiros, era pais de dez filhos e trabalhava vigiando lojas no bairro em que foi assassinado. Ele não fazia parte da Guarda Municipal. Agora, integra as estatísticas que apontam um crescimento de 44% no número de homicídios em Salvador este ano, com relação a 2007. Entre janeiro e junho, foram mortas 882 pessoas na cidade, ante 612 no mesmo período do ano passado, segundo a Secretaria de Segurança Pública.

"Ele morreu defendendo e trabalhando pelo fim da violência", consola-se a mãe, Lúcia Cruz. O segurança foi enterrado no fim da tarde de ontem. A polícia acredita que o trabalho de Cruz como segurança particular deve ter causado desentendimentos com traficantes do local. A mãe da vítima, porém, não descarta que a presença do filho nos outdoors tenha determinado seu destino. "Alguém pode ter achado que ele tinha ganhado muito dinheiro."

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