Garotinho alega perseguição da PF em nome do PT

Em sua primeira aparição pública depois de ter sido investigado pela Polícia Federal (PF) e denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por formação de quadrilha armada, o ex-governador Anthony Garotinho acusou a PF de persegui-lo politicamente em nome dos interesses do PT. A PF não pode ser a polícia do PT, mas a da sociedade, para punir quem deve punir, afirmou Garotinho, que sugeriu à corporação que investigue nomes como o dos petistas José Dirceu e Delúbio Soares, protagonistas do escândalo do mensalão.

Agência Estado |

Presidente regional do PMDB, Garotinho presidiu hoje a reunião do diretório que decidiu pela candidatura própria do partido à sucessão do prefeito Cesar Maia (DEM) na capital fluminense. A reunião foi precedida de um ato de desagravo ao ex-governador feito pelo presidente da Assembléia do Rio, Jorge Picciani.

Garotinho, que não quis falar com os jornalistas, disse em seu discurso que tinha sido avisado três meses antes da Operação Segurança Pública S/A. que a PF estaria "forçando a barra" para incriminá-lo. Ele teria então procurado Picciani e o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que teria procurado o ministro da Justiça, Tarso Genro. O ministro, segundo Garotinho, havia garantido a Dornelles que não havia nada contra o ex-governador e teria repetido a afirmação ao presidente do PMDB, Michel Temer.

"Sem que eu tivesse sido ouvido, minha casa foi revistada numa manhã pela PF. Mexeram nas roupas íntimas dos meus filhos e da minha esposa. Um ato de violência inexplicável. Perguntavam onde estava o dinheiro, a arma. Não tenho arma e guardo meu dinheiro no banco. Nunca escondi nada de ninguém", afirmou o ex-governador sobre o mandado de busca cumprido na casa dele durante a operação.

Acusação

Segundo a investigação da PF, Garotinho - que governou o Rio entre 1999 e 2002 e depois se tornou secretário de Segurança do governo da mulher, Rosinha - dava sustentação política a policiais corruptos liderados pelo deputado estadual Álvaro Lins (PMDB, que foi chefe da Polícia Civil no governo Rosinha). Lins chegou a ser preso. Segundo a PF, delegacias eram loteadas para cobrar propinas de empresários e de grupos criminosos, como a máfia dos caça-níqueis.

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