Garis suspendem greve e tentam acordo com Prefeitura de São Paulo

A greve dos garis e dos varredores da cidade de São Paulo durou apenas esta segunda-feira. Após audiência de reconciliação ocorrida nesta tarde entre o Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Limpeza Urbana (Siemaco-SP) e representantes da Prefeitura e das empresas, no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª região, a desembargadora Anélia Li Chum e o procurador regional do Trabalho Sidnei Alves Teixeira pediram às partes que tentem um entendimento e voltem à uma nova reunião na próxima segunda-feira (28/09).

Agência Estado |


A paralisação da categoria é em protesto contra as 578 demissões, que ocorrem desde 14 de agosto. Outros 1.300 funcionários estão em aviso prévio e correm o risco de serem demitidos. Os cortes de 20% na verba de varrição de ruas e de 10% do orçamento para a coleta de lixo, anunciados em agosto pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), contribuíram para a decisão da paralisação. A Prefeitura informou que não vai se pronunciar.

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Lixo acumulado na região central de São Paulo

Lixo acumulado na região central de São Paulo

A desembargadora e o procurador adiaram a decisão porque entenderam que as três partes têm justificativas legais para tomarem as respectivas posições: a Prefeitura tem uma cláusula no contrato com as empresas prestadoras do serviço que permite a diminuição de até 25% do efetivo/serviço; as empresas têm direito legal de demitir funcionários; e o sindicato tem o dever de preservar os empregos da categoria.

"O importante com a audiência de hoje (segunda-feira) é que teremos uma reunião com a Prefeitura para tentar um acordo. Essa conciliação abriu um canal de diálogo com a Prefeitura e as empresas. Estamos lutando para reverter parte das demissões e impedir que novas dispensas, já anunciadas, aconteçam de fato", ressaltou Moacyr Pereira, presidente do Siemaco.

Corte na verba

Alegando queda nas receitas do município, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) determinou, em agosto, o corte de 20% no orçamento da limpeza neste ano, o equivalente a menos R$ 54 milhões. Com a medida, deixaram de ser limpos 1.388 quilômetros de vias - grande parte localizada na região central e no centro expandido da capital.

Foram demitidos 1.868 funcionários e, com isso, a capital paulista passou a ter um gari para cada 1.743 habitantes.

De acordo com o sindicato, ficou acertado que a Prefeitura tentará, até sexta-feira, elevar o valor do orçamento para a varrição em 2010, a fim de readequar o contrato e evitar novas demissões. Porém, ainda não há nenhuma reunião agendada. 

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