Garis de São Paulo adiam paralisação para a próxima segunda-feira

SÃO PAULO - Os garis da capital paulista adiaram a greve que estava prevista para começar nesta quarta-feira. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana (Siemaco), Moacyr Pereira, o Ministério Público pediu mais tempo para negociar com a Prefeitura de São Paulo. Uma paralisação ficou programada para a próxima segunda-feira (21/09).

Redação com Agência Estado |

Os garis reivindicam a readmissão de 1.500 colegas que cumprem aviso prévio e a retomada do orçamento original para o setor pela Prefeitura, que havia cortado cerca de 20% do valor, apesar de o prefeito Gilberto Kassab (DEM) já ter prometido que vai retomar o valor original e dizer que está garantido R$ 903 milhões até dezembro para as empresas efetuarem os serviços de limpeza pública, ao transferir o dinheiro de grandes obras.

São varridos diariamente 6.900 quilômetros de vias públicas e retiradas 300 toneladas de lixo, segundo a Secretaria de Serviços, responsável pelos contratos de limpeza. São mais de 8 mil pessoas que trabalham na varrição e em serviços complementares, como limpeza de feiras. Desses, 1.500 demitidos estão em aviso prévio, segundo o sindicato das empresas.

Ariovaldo Caodaglio, presidente do Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo (Selur), disse que há conversas com os representantes dos garis e também do Ministério Público do Trabalho, mas não é possível dizer se haverá acordo. A administração municipal informou que o contrato de concessão obriga as empresas a prestar os serviços. Se houver greve, as concessionárias devem continuar fazendo a limpeza pública. A Prefeitura ameaça romper contrato em caso de paralisação. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana (Siemaco), com menos varredores nas ruas, mais lixo ficará acumulado, o que pode entupir as galerias de água pluvial e bueiros com as chuvas.

Coleta seletiva

Hospitais, estabelecimentos, indústrias e condomínios comerciais ou de uso misto que produzem mais de 200 litros de resíduos sólidos por dia serão obrigados a realizar coleta seletiva do lixo. Segundo decreto publicado ontem no Diário Oficial da Cidade, os estabelecimentos são responsáveis pela instalação das lixeiras específicas para cada material e pelo envio dos resíduos para postos de reciclagem. A lei passará a vigorar em três meses e prevê multa de R$ 10 mil se for desrespeitada.

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