Garibaldi parte para pressão contra nepotismo no Senado

Cansado de esperar que os senadores que empregam parentes obedeçam à súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) que proíbe o nepotismo, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), vai partir para o constrangimento. Ele enviará nesta semana cópia da súmula a cada um dos senadores para que os desavisados se enquadrem nas determinações impostas pelo Supremo há quase um mês.

Agência Estado |

Há hoje cinco senadores que continuam empregando familiares na Casa. A iniciativa de Garibaldi contrasta com a posição inicial, quando esperava que o "bom senso" que o levou a exonerar sobrinho que trabalhava em seu gabinete, fosse manifestado pelos demais parlamentares.

"Eu esperava que não houvesse necessidade (de interferir), fiz de tudo", disse ontem. "Mas estou chegando à conclusão de que é preciso (impor a súmula) para que o Senado se resguarde." Até o diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, tem ignorado a decisão, já que cabe a ele demitir a filha do senador Adelmir Santana (DEM-DF). Ela estava lotada no gabinete do pai, mas foi devolvida à Diretoria-Geral quando a súmula entrou em vigência. As duas filhas da secretária-geral, Cláudia Lyra, também continuam no Senado.

O senador Almeida Lima (PMDB-SE) tem afirmado que só vai exonerar os dois sobrinhos se for oficialmente obrigado. No entanto, a edição da súmula pelo STF já obriga os senadores a isso. Augusto Botelho (PT-RR), por sua vez, mantém o irmão no gabinete. Se resistir, será repreendido pela bancada do PT, sob aviso da líder do partido, Ideli Salvatti (SC). Com a mulher, uma filha e um sobrinho contratados pelo Senado, Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) ainda se vale de argumentos pessoais para mantê-los nas três vagas.

Outro que tenta moldar seus interesses à súmula é Efraim Morais (DEM-PB), padrinho de 23 parentes seus e de amigos políticos que foram contratados em cargos a ele subordinados. Ele demitiu seis, mas mantém contratado o marido de uma sobrinha. Procurados em seus gabinetes e por telefone, os parlamentares ou não se pronunciaram ou não foram localizados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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