Garibaldi nega candidatura de fachada e diz que só desiste por Sarney

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (RN), garantiu nesta terça-feira que sua candidatura à reeleição não é uma estratégia do seu partido, o PMDB, para isolar o PT na corrida pela presidência da Casa. De acordo com Garibaldi, o senador José Sarney (PMDB-AP) não pretende se candidatar, e está decidido a apoiá-lo.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

Eu não sou bucha de canhão, Não sou instrumento de ninguém. Eleição não é brincadeira. Não vejo ninguém no partido querendo conduzir isso dessa maneira. Eu acredito nos companheiros do partido, na liderança do partido, acredito que todos estão levando tudo isso a sério, respondeu Graibaldi, quando questionado se não temia ser usado pelo PMDB para isolar Tião Viana (AC), candidato do PT à sucessão da presidência do Senado, e ganhar tempo para preparar a candidatura de Sarney.

Ainda segundo Garibaldi Alves, se Sarney decidir concorrer à sua sucessão, ele deixará de ser candidato para apoiar o ex-presidente. Na hora que ele [Sarney] quiser ser candidato, ele será o candidato, não tenhamos a menor dúvida. (...) Ele está decidido a me apoiar. Mas se amanhã ele disser que é candidato, eu deixarei de ser pré-candidato para apoiar a candidatura dele, disse.

Amanhã, os senadores do PMDB devem se reunir para definir quem será o nome do partido na corrida eleitoral da Casa.

Na avaliação de Garibaldi, seu nome não deve enfrentar resistência entre os partidos de oposição ao governo. Para ser reeleito, ele também espera contar com o apoio dos partidos da base aliada. O Tião Viana, até agora, é candidato do PT e de um partido ou outro da base do governo. Mas não é o candidato totalmente da base do governo. Tanto que o PMDB quer apresentar um candidato próprio, e o PMDB é da base do governo até provem o contrário.

PT quer impugnar candidatura

A senadora Ideli Salvatti (SC), líder do PT, articula, porém, uma possível impugnação da candidatura de Garibaldi à reeleição na presidência do Senado, uma vez que pelo regimento é proibida a reeleição do presidente da Casa na mesma legislatura em que este foi eleito. Garibaldi conseguiu, porém, um parecer do jurista Francisco Rezek que considera seu ingresso na disputa legal.

Como Garibaldi Alves foi eleito para cobrir um mandato tampão, vago com a renúncia do ex-presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), Rezek entende que a eleição de Garibaldi não passou pela sessões preparatória e sua eleição não significaria recondução ao cargo.

É direito dela [Ideli], eu não sei como é esse direito dela de recorrer. Eu acho que nós deveríamos decidir na eleição e não no tapetão, conclui o presidente.

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