Garibaldi não vê problema em PMDB assumir as duas Casas

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), avaliou nesta quinta-feira que não há problema em o PMDB assumir o comando da Câmara e do Senado, caso o deputado Michel Temer (SP) e o senador José Sarney (AP) sejam eleitos presidentes das duas Casas legislativas.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

Garibaldi observa que o princípio da proporcionalidade, previsto no regimento da Câmara e do Senado e usado para preencher os altos cargos do parlamento, respalda o PMDB a assumir o comando das instituições, uma vez que é a legenda com maior número tanto de deputados quanto de senadores.  

Agência Brasil
O presidente do Senado, Garibaldi Alves, durante audiência

O PDT e alguns deputados do PT não concordam com este argumento e ameaçam desistir do apoio a Temer caso a possível vitória de Sarney, no Senado, comece a ficar óbvia. 

Ainda segundo Garibaldi, o acordo feito entre PT e PMDB para eleger um presidente peemedebista na Câmara este biênio, em contrapartida ao apoio que o PMDB deu, em 2007, para eleger o petista Arlindo Chinaglia, não é extensivo ao Senado. Não houve o reconhecimento de nenhum acordo e isso não prosperou. Na Câmara, quando foi eleito o presidente Arlindo Chinaglia, quem tinha maioria já era o PMDB, sublinhou Garibaldi.  

Na Câmara, Michel Temer concorrerá à presidência com Ciro Nogueira (PP-PI), Osmar Serraglio (PMDB-PR) e Aldo Rebelo (PCdoB-SP). No Senado, Tião Viana, candidato do PT, terá um concorrente peemedebista. A princípio, o candidato seria Garibaldi, mas, como a bancada pressionou José Sarney a tentar a vaga, e ele está disposto a aceitar o convite, o atual presidente deve desistir da corrida.  

De acordo com Garibaldi, na próxima quarta-feira haverá um almoço na casa oficial da presidência, quando o partido deve retirar a candidatura do atual presidente para lançar Sarney.  

Questionado sobre a possibilidade de José Sarney desistir da presidência até o dia 2 de fevereiro, quando ocorrerá a eleição dos novos membros da Mesa Diretora da Câmara e do Senado, Garibaldi Alves brincou com os jornalistas e ergueu aos mãos, como se pedisse aos céus que isso se concretizasse.  "Tomara. Eu torço por isso, mas não há a menor chance", lamentou. 

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