Garibaldi fica como único candidato do PMDB ao Senado

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), saiu da reunião da bancada do partido nesta quarta-feira como único candidato da legenda à presidência do Senado, em fevereiro de 2009. Com a recusa de José Sarney (AP) e de Pedro Simon (RS) de concorrerem ao cargo, a candidatura de Garibaldi foi confirmada.

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"Agora, vamos para a vitória", disse Garibaldi a jornalistas ao deixar o encontro.

Como atual presidente do Senado, Garibaldi, em tese, não poderia se reeleger na mesma legislatura. Mas, amparado por pareceres jurídicos, o senador argumenta que seu atual mandato é tampão devido à renúncia de Renan Calheiros (PMDB-AL).

Perguntado se tem plano B caso essa interpretação seja derrubada na Justiça, Garibaldi ironizou: "Não tenho plano B, o B é só o do PMDB."

Mais cedo, o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), disse que pretendia dar um ultimato a Sarney na reunião para definir logo a candidatura do partido à presidência da Casa.

Sarney foi perguntado se queria ser candidato, o que unificaria o partido e ainda atrairia apoio do governo, mas recusou disputar o cargo.

Para Raupp, o partido precisava decidir o seu representante na disputa para impedir que a candidatura de Viana se consolidasse. Até agora, o petista tinha sido o único senador que lançara oficialmente uma campanha pela cadeira mais importante do Congresso.

Petistas já disseram que podem ir à Justiça questionar a candidatura de Garibaldi, pois querem evitar que o PMDB comande o Senado e a Câmara. O partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apóia Michel Temer (PMDB-SP) para a presidência da Câmara.

(Reportagem de Fernando Exman)

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