Garibaldi e oposição prevêem muita dificuldade da nova CPMF no Senado

BRASÍLIA - O presidente do Senado, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), declarou, nesta quarta-feira, que a recriação da CPMF para financiar a saúde encontrará muita dificuldade de aprovação na Casa por dois motivos: implica aumento na carga tributária e irá trazer o ¿fantasma¿ da discussão sobre o tributo ¿ rejeitado justamente no Senado, no ano passado, após embates entre governo e oposição. Mas admitiu um novo imposto para a saúde se não houver outra solução.

Rodrigo Ledo ¿ Último Segundo/Santafé Idéias |

As afirmações de Garibaldi foram feitas em um dia de repercussão negativa da intenção da base governista na Câmara de recriar a CPMF por meio de projeto de lei complementar (PLC), em vez de uma proposta de emenda constitucional (PEC), porque o PLC precisa de menos votos para ser aprovado e tramitaria mais facilmente.

Não deve se criar um novo imposto. O governo tem que encontrar uma solução com o Legislativo, a última alternativa deveria ser criar novo imposto, porque o brasileiro sabe que a carga tributária no país é uma das mais altas no mundo, ponderou o presidente do Senado.

Para ele, poderá haver uma nova guerra entre governo e oposição no Senado ¿ onde a base aliada tem menos força que na Câmara dos Deputados ¿, como ocorreu no fim do ano passado, quando a prorrogação da CPMF foi rejeitada. 

A CPMF não passa fácil no Senado. O fantasma da velha discussão da CPMF pode prevalecer, e isso levaria o debate a se radicalizar, observou.

A opinião do líder do PSDB no Senado, senador Arthur Virgílio (AM), reforçou a análise de Garibaldi. Para Virgílio, é contraditório o governo querer mais receitas de impostos num momento em que anunciou, por exemplo, a criação de um fundo soberano ¿ espécie de poupança feita com os dólares que entram no País para financiar projetos no exterior.

O governo tem dinheiro para pagar fundo soberano, para pagar 38 ministérios, o que falta é gestão. CPMF não passa aqui. Não vamos aceitar isso de jeito nenhum, afirmou o líder tucano, para depois classificar a contribuição como um imposto muito ruim, porque onera toda a cadeia produtiva.

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