Garibaldi e Maciel já são cotados para chefiar Senado

BRASÍLIA - Diante da perspectiva de o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), renunciar ao cargo, os candidatos a sua sucessão começaram a se movimentar. Um dos nomes mais cotados nesta quarta-feira era o do senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), que, há dois anos, assumiu a presidência da Casa após renúncia de Renan Calheiros (PMDB-AL).

Agência Estado |

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversa nesta manhã com líderes petistas sobre a possível renúncia de Sarney.

Na terça-feira, Garibaldi foi um dos três senadores do PMDB que defenderam publicamente que Sarney se licencie do cargo. Ao mesmo tempo, mas com pouquíssimas chances, o DEM trabalha para viabilizar o nome de Marco Maciel (DEM-PE) à presidência do Senado.

Com a eventual saída de Sarney, a tendência é que o comando da

AE
Sarney chega ao Senado nesta quarta-feira
Casa permaneça nas mãos do PMDB. Terá de haver uma nova eleição para escolha de outro presidente. A avaliação entre os peemedebistas é a de que não há nomes viáveis e de consenso na bancada de 19 senadores em condições de suceder Sarney sem entrar em confronto com o Palácio do Planalto. As pretensões de Garibaldi de ocupar a presidência da Casa só se tornarão realidade em uma negociação de consenso entre todos os partidos.

Afinal, lembram interlocutores de Sarney, a Constituição proíbe a reeleição de presidentes do Congresso na mesma legislatura. Garibaldi comandou o Senado entre dezembro de 2007 e fevereiro de 2009 e, por isso, não pôde concorrer à reeleição no início deste ano. Agora, mesmo com a eleição de Sarney em fevereiro último, Garibaldi não poderia disputar novamente a cadeira de presidente do Senado porque está na mesma legislatura. Não tem nenhuma vaga desocupada, não tem porquê se falar nisso, desconversou Garibaldi sobre sua eventual candidatura à sucessão de Sarney.

Agência Brasil
O senador Garibaldi Alves

Sem nomes de peso no PMDB para substituir Sarney, o DEM trabalha para tentar emplacar o senador Marco Maciel (PE).

Ex-vice presidente da República, católico praticante e na vida pública há mais de quatro décadas, Maciel é tido como um magistrado capaz de administrar os ânimos exaltados do Senado.

Mas apesar das qualidades vistas até mesmo por seus adversários, o nome de Maciel dificilmente tem chances de emplacar porque o PMDB não vai perdoar a traição do DEM, que decidiu pedir o afastamento de Sarney da presidência. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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