Garibaldi diz que analisará contratos do Senado

O presidente do Congresso, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse hoje que só decidirá sobre o futuro dos contratos com quatro empresas da Paraíba e uma de Pernambuco para divulgação de notícias do Senado, após conversar com o primeiro-secretário da Casa, Efraim Morais (DEM-PB). Garibaldi não quis antecipar nenhuma posição, mas afirmou que, a princípio, acredita que o Senado só deveria pagar para divulgação de informações institucionais, como editais e concorrência públicas.

Agência Estado |

Morais é o patrocinador de quatro dessas empresas instaladas no Estado dele. Uma delas, a Paraiba Internet Graphics Ltda. (www.paraiba.com.br) cuida também da página de Morais na internet (www.efraimmorais.com.br). Cada um desses contratos com o Senado custa R$ 4 mil por mês, e não R$ 48 mil, como informou hoje, em nota oficial o senador, por causa de "um erro de digitação já corrigido no portal do Senado". O valor por ano é que chega a R$ 48 mil, o que eleva o custo anual da Casa com esses sites a R$ 192 mil, apesar de o Senado ter uma estrutura sofisticada de comunicação.

Num dos sites contemplados como banner do Senado, o WS Com. Nordeste Mídia Ltda., a colunista social Astrid Bakke costuma publicar notas otimistas sobre Morais e familiares dele. Numa delas, aparece a foto da família no aniversário do filho dela, George, em de janeiro. A nota de que o registro foi feito numa "manhã de sol e de muito prestígio" e que o senador "está com tudo e será a bola da vez" nas eleições de 2010 para escolha do governador.

Na nota, Morais alegou que esses serviços contratados junto a sites "não se referem somente à aposição de um banner do Senado, mas envolve a divulgação de matérias de interesse nacional e regional, chamadas na primeira página do site contratado e comprovação do número de cliques registrados pelo link do Senado no site do prestador de serviços". Na página do Senado, aparecem empresas de outros Estados se oferecendo para divulgar de graça as notícias do Senado.

Empresas

Entre as cinco empresas pagas - quatro delas na Paraíba - a mais cara é a Agência do Nordeste, que recebe R$ 120 mil por ano para "redistribuir" matérias da agência mantida pela instituição. Esse contrato, segundo técnicos da Casa, foi feito pelo ex-primeiro-secretário do Senado e hoje deputado Carlos Wilson (PT), que como a agência, também é de Pernambuco. Mas o contrato foi renovado em 27 de abril de 2007.

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