Garibaldi deve instalar CPI dos Cartões do Senado na terça

BRASÍLIA - Se tiver mil requerimentos para ler antes eu leio os mil e chego ao da CPI, com essas palavras o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), evitou a leitura do requerimento de criação da CPI dos cartões só do Senado nesta quinta, postergando a leitura para terça-feira.

Rodrigo Ledo e Severino Motta, do Último Segundo |

Apesar da insistência dos líderes de oposição, Arthur Virgílio (PSDB-AM) e José Agripino (DEM-RN), para que a leitura do requerimento fosse feita, Garibaldi pediu um voto de confiança para que governo e oposição "esfriassem a cabeça" após as brigas da manhã desta quinta na CPMI e da troca de xingamentos da noite de quarta-feira.

Virgílio e Agripino aceitaram o acordo desde que fosse garantida a leitura. "Não estou aqui para segurar nenhuma CPI", disse o presidente, se comprometendo a ler o requerimento. Ao ouvir as palavras do presidente, o senador Tião Viana (PT-AC), evocou o regimento. Ele alegou que a leitura das matérias deve respeitar a ordem de entrada na Mesa Diretora.

Foi quando o presidente afirmou que, mesmo com mil requerimentos na Mesa, chegaria ao da criação da CPI só do Senado.

Apesar da aparente boa vontade de Garibaldi, o presidente ainda acredita numa solução pacífica para o conflito. Quiçá a desistência da oposição de exigir, na terça-feira, a criação da CPI.

Uma reunião em sua residência oficial foi agendada para a mesma data, terça-feira pela manhã. Na ocasião os líderes de governo e oposição vão buscar acordos para que os trabalhos no Senado andem e que bate-bocas e trocas de insulto sejam extirpados do plenário.

Virgílio e Agripino, por sua vez, dizem não estar dispostos a mudar de idéia, e que vão insistir com a CPI só do Senado de um jeito ou de outro.

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