BRASÍLIA - O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), defendeu nesta terça-feira a aprovação da Medida Provisória 440/08, que dá reajuste salarial para 91.308 servidores civis da Receita Federal, fiscais do Trabalho e diplomatas. Se aprovado, o projeto custará cerca de R$ 20,4 bilhões aos cofres públicos até 2011.

Essas previsões de carreira, de aumento de salário, de concessão de gratificação, isso foi fruto de acordos. É certo que os acordos foram feitos há tempo, quando o governo tinha previsão orçamentária. Mas não acredito que seja o Congresso que vai impedir esse aumento, disse. 

Na última quinta-feira, o ministro Guido Mantega (Fazenda) apelou aos senadores que não aprovassem novos gastos para a União. Ao falar na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) sobre as medidas adotadas pelo governo para blindar a economia nacional contra a crise financeira, Mantega pediu ajuda "para conter os aumentos dos gastos. O que temos hoje é perfeitamente administrável. O que não podemos é aumentar mais", afirmou.

Apesar do pedido de Mantega, o líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN), garante que a oposição não vai arcar com o desgaste de rejeitar um projeto em prol dos servidores e votará à favor da medida. "Quem tem obrigação de governar é o governo. A nós [oposição], cabe votar. Se a matéria entrar em pauta, a aprovaremos. O governo quem editou essa medida. Se agora achar que não poderá cumprir com o que prometeu, que retire o projeto ou peça para sua base votar contra", afirma. 

Além do reajuste, outras cinco MPs trancam a pauta de votações do plenário do Senado. Segundo Garibaldi, a votação de todas as matérias foi acordada entre os líderes partidários ¿ de governo e de oposição. A idéia do colegiado é deixar a pauta livre para votação das medidas anticrise editadas pelo governo nas últimas semanas.

A primeira MP anticrise, a 442, aumenta os poderes do Banco Central e está pronta para ir à votação entre os senadores. O outro projeto, a MP 443, autoriza Banco do Brasil e Caixa Econômica a comprarem carteiras de crédito de bancos atingidos pela crise. Ela está em fase de recebimento de emendas e deverá entrar na pauta do plenário da Câmara na próxima semana. Só depois de aprovada pelos deputados poderá ser analisada pelo Senado.

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