Garcia minimiza declaração de Jobim sobre Farc

O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, minimizou hoje, em Haia, na Holanda, a declaração do ministro da Defesa, Nelson Jobim, de que, se as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) entrassem no Brasil, seriam recebidas à bala. Afinal, afirmou, estariam invadindo um território.

Agência Estado |

"É normal dizer que vai receber à bala", prosseguiu, esclarecendo, no entanto, que não há nenhuma notícia de que eles possam entrar ou ameaçar entrar no território. "Não sei de ameaças, mas é uma questão de princípios não aceitar a entrada irregular de qualquer pessoa em nosso país", declarou.

Garcia afirmou também que, neste momento, pelas informações que recebia, os contatos com as Farc "estão muito difíceis". De acordo com ele, "nem o Chávez (presidente da Venezuela, Hugo Chávez), tem mais tanto contato como tinha antes". O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República afirmou que conversou com o embaixador do Brasil na Colômbia, Tony Jozame Amar, no início da semana, que tem mantido permanente interlocução com o governo da França e que todos os relatos são desencontrados.

Na opinião de Garcia, é preciso que exista, pelo menos, algum canal de comunicação para que se possa conversar com as Farc. Em relação à saúde da senadora Ingrid Betancourt, em poder da guerrilha há vários anos, o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência disse que, "aparentemente", a novidade que se tem é de que ela melhorou. Mas advertiu que todas as informações que chegam agora sobre esta questão são desencontradas.

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