O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, minimizou hoje o apoio do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) ao Paraguai, na disputa que este país trava com o governo brasileiro pela revisão da tarifa da energia gerada por Itaipu. Vivemos em um país democrático e qualquer partido político ou qualquer movimento social pode defender suas posições à vontade e estas manifestações são legítimas, disse, reiterando que desconhece que o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, esteja incentivando manifestações por parte do MST.

Segundo o assessor, o governo vai discutir, negociar, e tentar encontrar um meio termo, que ajude ao Paraguai, mas rechaça qualquer possibilidade de revisão do Tratado de Itaipu. Paralelamente, longe dos discursos oficiais conciliadores, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) vai monitorar os contatos do MST com os paraguaios e as ações programadas. Integrantes do MST confirmaram a aproximação com o governo paraguaio.

Garcia afirmou que as negociações oficiais com o Paraguai "estão sendo realizadas pelos canais institucionais legais". O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Itamaraty já avisaram que não há qualquer possibilidade de revisão do Tratado de Itaipu, nem mesmo da dívida com a construção da hidrelétrica ou no aumento do preço pago pelo Brasil pela energia consumida.

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