Gabrielli: licitação de 8 cascos depende de sócios

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, confirmou hoje que o novo adiamento na entrega das propostas para a construção dos oito cascos de navios-plataforma que serão destinados ao Polo de Tupi ainda dependem de aprovação dos sócios da companhia na concessão destas áreas. Nós temos sócios e não podemos implementar um sistema sem a aprovação deles, disse, sem querer revelar detalhes do que está emperrando a negociação.

Agência Estado |

"Isso é confidencial. É uma negociação interna", disse.

O adiamento na entrega das propostas - noticiado pela Agência Estado na sexta-feira da semana passada (dia 19) - foi o segundo feito pela Petrobras. Inicialmente, a estatal petrolífera receberia as propostas na primeira semana do mês passado, mas esta entrega foi adiada para a última segunda-feira (dia 22) e, agora, para 20 de julho.

A Petrobras havia convidado 12 empresas para a licitação. Os navios-plataforma serão construídos no dique seco que a empresa arrendou no município de Rio Grande (RS) e, segundo o mercado, estariam orçados inicialmente em US$ 700 milhões. Mas já há indicações de que este custo deve cair para algo em torno de US$ 500 milhões.

Outros dois serão fretados pela empresa para testes de longa duração nos prospectos de Iara e Guará e, segundo informou em Macaé (RJ) o gerente executivo do pré-sal, José Formigli, poderá haver antecipação na contratação destas duas unidades em pelo menos um ano, para 2012 e 2013.

Amazônia

A Petrobras vem avaliando as condições técnicas de explorar uma mina de potássio na Amazônia, que está sob sua concessão há quase 20 anos. Os depósitos que já possuem concessão de lavra, estimados em 300 milhões de toneladas de cloreto de potássio, foram herdados pela estatal petrolífera em 1991, quando o governo Collor extinguiu a Petrobras Mineração (Petromisa). A subsidiária havia sido criada em 1978 para abrigar ativos minerais descobertos durante a prospecção de petróleo.

As reservas de potássio, descobertas em meados da década de 80, estão espalhadas em mais de 400 milhões de hectares. A maior parte delas ainda está em fase de pesquisa. Em 2006, a estatal chegou a abrir licitação para ceder os direitos sobre esta área, localizada a 140 quilômetros de Manaus. Mas, no fim de abril, o diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, disse que a companhia havia retomado os estudos da área e que estava à procura de um sócio para a exploração da área.

Hoje, Gabrielli comentou que, além das dificuldades ambientais, a área oferece elevadas dificuldades técnicas para ser explorada. Por conta disso, a estatal contratou uma equipe técnica para realizar estudos na área, que devem estar concluídos em cinco anos.

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