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Gabeira acusa ministério da Justiça de guerra política

O deputado e pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira (PV), acusou hoje o Ministério da Justiça de usar um requerimento dele, enviado há cinco anos à Comissão de Anistia, para fazer guerra política e luta partidária. Em 2003, quando deixou a base aliada do governo Lula e saiu do PT, o deputado submeteu à comissão um requerimento para que fosse avaliada a possibilidade de contar tempo para uma eventual aposentadoria o período em que ele trabalhou em jornais que foram empastelados ou fechados, além dos nove anos de exílio.

Agência Estado |

Gabeira reclamou do fato de a Comissão de Anistia não se manifestar ao longo de cinco anos, e só agora, quando critica abertamente as indenizações "sem critério" concedidas a opositores do regime militar (1964-1985), o Ministério da Justiça anunciar que vai analisar o requerimento dele. O pedido, segundo a assessoria da comissão, entrou na pauta de julgamentos previstos para hoje.

"Eu não pedi para receber dinheiro da comissão, eu não pedi reparação como vítima do regime militar. Diante de uma emergência e de ter, talvez, de me aposentar, eu pedi para ver se poderia contar esses períodos como tempo de trabalho. Eu não tenho documentos que possam provar que trabalhei nesses jornais", disse Gabeira. Os jornais Binômio e Panfleto foram empastelados; o Diário da Noite e a Última Hora fecharam. "Hoje tenho 67 anos e 50 de trabalho e não quero me aposentar", completou o deputado. "Se a idéia era me constranger, só posso dizer que nada compromete minha crítica".

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