G20 dita otimismo que leva Ibovespa a máxima desde outubro

Por Aluísio Alves SÃO PAULO (Reuters) - A ação coordenada das maiores economias do mundo em torno de um pacote trilionário para enfrentar a crise global inflamou o ânimo dos investidores da Bovespa, que fechou no seu melhor momento em seis meses.

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Impulsionado pelas ações de commodities, o Ibovespa avançou 4,19 por cento, para 43.736 pontos. Esse movimento foi lastreado por um giro financeiro de 5,89 bilhões de reais, o maior movimento do ano.

Os mercados acionários, que já vinham de dois dias seguidos de ganhos em meio a dados alentadores da economia dos Estados Unidos, ampliou ainda mais a onda compradora com a notícia de que o G20 se comprometeu com um estímulo fiscal de 5 trilhões de dólares até 2010 e um reforço a organismos multilaterais, para tentar debelar a recessão global provocada pela crise.

"O mercado se animou com a ideia de que vai ter dinheiro novo no mercado para tentar reanimar a economia", disse Hamilton Moreira, analista sênior BB Investimentos.

O otimismo foi ainda reforçado no meio do dia com a notícia de que o Fasb, órgão que rege os padrões de contabilidade nos Estados Unidos, flexibilizou regras para marcação a mercado, o que favorece bancos atingidos pelos chamados ativos tóxicos.

Os principais índices das bolsas norte-americanas subiram ao redor de 3 por cento.

Na bolsa paulista, o Ibovespa também captou o efeito positivo da disparada dos preços de commodities sobre as ações mais importantes do mercado doméstico.

Na esteira de uma escalada de quase 9 por cento do barril do petróleo, Petrobras subiu 3,7 por cento, a 30,50 reais. Vale foi ainda mais longe com um salto de 6,1 por cento, a 28,70 reais.

O movimento foi reforçado por altas aceleradas dos papéis de empresas dos setores imobiliário e de varejo. Em destaque, Lojas Renner cresceu 9,3 por cento, para 15,95 reais. Foi a mesma alta de Cyrela, que fechou o dia valendo 10,70 reais.

Segundo Moreira, boa parte desse repique na bolsa paulista vem sendo sustentada por novos ingressos de recursos externos. Nos primeiros 30 dias de março, a entrada líquida de investimentos estrangeiros no setor foi de 1,6 bilhão de reais nos primeiros 30 dias março, o melhor saldo desde abril do ano passado.

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