Futuro secretário do Rio alerta para dengue no verão

O futuro secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, o cardiologista Hans Fernando Dohmann, traçou um cenário preocupante sobre a incidência de dengue no ano que vem: Certamente o destino do verão deste ano já está traçado. Não há nada do ponto de vista preventivo neste momento que a gente possa miraculosamente tirar um coelho da cartola, afirmou o médico, que dirige o Instituto Nacional de Cardiologia de Laranjeiras, subordinado ao Ministério da Saúde, desde junho do ano passado.

Agência Estado |

Dohmann, um dos pioneiros mundiais em pesquisa com células-tronco, ainda em 2001, foi vago ao informar que medidas irá tomar para evitar uma nova epidemia de dengue. Ele disse que irá procurar o atual secretário, Jacob Kligerman, para se informar sobre as ações da prefeitura e que instalará em no máximo 15 dias um gabinete de gestão integrada junto com a Secretaria Estadual e o Ministério da Saúde. A secretaria municipal informou que Kligerman não poderia responder hoje sobre as ações que estão sendo feitas para prevenir a dengue.

"Sabemos que vamos assumir no meio de uma epidemia. Teremos muito provavelmente um verão com dificuldades. Vamos trocar o pneu com a bicicleta andando, tentando fazer com que 2010 seja melhor do que 2009 e torcendo para 2009 ser melhor do que 2008", disse ele, em entrevista coletiva. Questionado mais uma vez sobre ações emergenciais, o futuro secretário disse não ter dados concretos que indiquem uma epidemia. "Vamos esperar os primeiros levantamentos. A epidemia é minha maior preocupação e me parece que é meu dever me preparar como se ela fosse ocorrer."

Postos de saúde

Ele já adiantou que dificilmente conseguirá cumprir de imediato a promessa do prefeito eleito, Eduardo Paes (PMDB), de ampliar o horário de atendimento nos postos de saúde, que atualmente é de 8 às 17 horas. "Dificilmente conseguiremos aumentar o horário de imediato, terá de ser uma ampliação gradual", afirmou. Dohmann também pretende aumentar o número de equipes de Saúde da Família. O Rio tem uma das menores coberturas do programa federal, atingindo apenas cerca de 7% das famílias.

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