RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Federação Única dos Petroleiros (Fup) marcou para o dia 25 de julho a reunião que decidirá como será a greve nacional com parada de produção a partir do dia 5 de agosto nas unidades da Petrobras . Nesta sexta-feira, quinto e último dia da greve dos petroleiros da bacia de Campos, a categoria se reúne para avaliar o movimento promovido pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, filiado à Fup.

A greve conseguiu reduzir a produção da Petrobras no primeiro dia em 136 mil barris, mas no mesmo dia a produção foi normalizada por uma equipe de contingência da estatal.

'Vamos sentar hoje e ver onde houve falhas e onde houve acertos, para quando a gente entrar com a greve maior não ter problemas', disse à Reuters José Genivaldo Silva, diretor da Fup.

Ele explicou que uma série de assembléias dos sindicatos regionais serão realizadas a partir do próximo sábado e nessas assembléias a tendência é pela aprovação da greve. Os petroleiros querem maior participação no lucro da companhia e rejeitaram proposta apresentada no dia 9 de julho.

A Petrobras oferece até 12,5 por cento, alegando que o índice 'obedece ao limite máximo determinado pelos órgãos de controle', e os empregados querem no mínimo 18 por cento.

'No dia 25 vamos decidir o tamanho e a forma da greve e acertar todos os ponteiros para o movimento dar certo', afirmou.

Segundo Silva, mesmo com o plano de contingência da Petrobras, a produção será reduzida se a greve for por tempo indeterminado, já que a idéia é atingir também as refinarias e terminais da estatal, e outras plataformas além da bacia de Campos, região produtora de 80 por cento do petróleo nacional.

'Se a greve for por tempo indeterminado, a própria empresa terá que reduzir a carga processada nas refinarias para evitar o risco de trabalhar com pouca gente no lugar de uma equipe inteira, como ela fez agora nessa parada de cinco dias', explicou.

(Reportagem de Denise Luna)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.