Fundo Soberano e MPs trancarão votações da Câmara

O projeto que cria o Fundo Soberano e duas medidas provisórias (Mps) vão bloquear as votação da Câmara e dificultar a aprovação das propostas escolhidas por consenso na reunião dos líderes partidários com o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP). O presidente reuniu o colégio de líderes para definir a pauta de votações da próxima semana.

Agência Estado |

Será a última semana com votações antes das eleições de outubro. Até lá, a Câmara fará um recesso branco, liberando os deputados para que se dediquem às campanhas eleitorais sem necessidade de comparecimento a Brasília.

Apesar da escolha de projetos não polêmicos, as votações na próxima semana estarão obstruídas pelo projeto que cria o Fundo Soberano, que tranca a pauta do plenário a partir do dia 2 de setembro. O projeto trancará a pauta porque está tramitando em regime de urgência. Ainda não há unidade, em torno dessa proposta, nem mesmo na base governista, e a oposição anunciou que pretende discuti-la sem atropelo. "Não vamos votar o projeto a toque de caixa. O partido vai ser cauteloso e exaurir as discussões", afirmou o deputado Bruno Araújo (PE), vice-líder do PSDB na Câmara.

Antes de votar, o PSDB vai discutir e tomar uma posição nacional sobre a questão para evitar que a bancada dos deputados e a dos senadores tenham posições diferentes. "Trata-se de uma matéria de política de Estado, e queremos que a posição do partido seja nacional, uma posição única", afirmou Araújo. Segundo ele, a tendência verificada no partido até agora é contrária à criação do Fundo Soberano. "Não sabemos até agora o que o governo quer com o Fundo Soberano", continuou o tucano.

Antes do projeto, no entanto, há duas medidas provisórias para serem votadas. Uma delas, a mais polêmica (MP 436), trata de incidência de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS/Pasep e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). "É muito pouco provável que se chegue à pauta elaborada por consenso antes das eleições", afirmou Araújo.

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