Fundo nega financiamento a projeto do Brasil para aids

O Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária recusou o financiamento de dois projetos brasileiros, sob a alegação de que as propostas eram inconsistentes e recheadas de problemas técnicos. Versão do relatório preparado pela equipe de avaliação afirma que o projeto brasileiro para a área de aids apresenta sugestões sem indicadores e objetivos.

Agência Estado |

Além disso, quando indicadores são descritos, eles são inapropriados ou vagos, de acordo com o documento.

O relatório sobre projeto de tuberculose tem tom semelhante. A equipe considerou que as propostas têm lógica confusa, números inconsistentes e nem mesmo a população vulnerável é definida. Juntos, os dois projetos pleiteavam 90 milhões. Essa é a segunda vez que o País concorre a recursos do fundo.

Para alguns observadores, a rejeição retrata a decadência da qualidade técnica, sobretudo na área de aids, em que o Brasil sempre exerceu papel de liderança. A coordenadora do Departamento de DST-Aids e Hepatites Virais, Mariângela Simão, no entanto, garante que o resultado está relacionado a questões econômicas e estratégicas. "Há uma clara preferência para destinar recursos a projetos procedentes de países de renda baixa", diz. O fato de o Brasil agora ser considerado como renda média alta teria provocado uma maior resistência dos examinadores. Isso não prejudicou México e Colômbia, países também classificados como renda média, que tiveram projetos aprovados. O Brasil apresentou uma proposta também para malária, que foi aceita. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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