Fundo mundial para Amazônia terá US$1 bi no primeiro ano, diz BNDES

RIO DE JANEIRO - O Fundo da Amazônia, que será criado na sexta-feira por meio de um decreto assinado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, terá cerca de US$ 1 bilhão em recursos em seu primeiro ano, informou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nesta quinta-feira. O primeiro aporte do fundo ocorrerá no mês de setembro e será feito pela Noruega, em coroas norueguesas, totalizando aproximadamente US$ 100 milhões.

Reuters |

"Pode ser um pouco menos ou um pouco mais", disse o chefe do Departamento de Meio Ambiente e Responsabilidade Social do BNDES, Eduardo Bandeira de Mello, a jornalistas nesta quinta-feira.

O fundo vai financiar basicamente quatro ações ligadas a atividades alternativas de desenvolvimento, conservação de florestas, inovação científica voltada para o melhor aproveitamento do meio ambiente e capacitação de órgãos para preservar a Amazônia.

A previsão do banco é que no primeiro ano a captação atinja US$ 1 bilhão. E a estimativa é que o Fundo da Amazônia possa receber ao menos US$ 21 bilhões até 2021.

"Será uma doação voluntária que não prevê nenhum incentivo ou contrapartida", afirmou. "A cada ano, o orçamento previsto para o Fundo será revisto. Quanto maior a redução do desmatamento, maior será a chance de captação de recursos."

Ele destacou que os cálculos de captação de doações são feitos com base em números calculados pelo Ministério do Meio Ambiente sobre o desmatamento na média dos dez anos anteriores.

O BNDES será gestor e administrador dos recursos e coube ao Ministério do Meio Ambiente a captação inicial.

"O Ministério do Meio Ambiente confiou ao BNDES essa missão em razão da nossa credibilidade e da nossa estrutura bancária. Projeto a projeto, a decisão caberá ao BNDES (selecionar o projeto que receberá apoio)", afirmou o executivo.

Segundo ele, foi criado também um Comitê Orientador para receber os projetos e pedidos de apoio financeiro.

"Esse é um mercado voluntário para ajudar o Brasil no esforço de evitar o desmatamento. Dele podem participar empresas, ONGs e países de todo mundo", acrescentou o executivo.

Ele prometeu celeridade do Banco na liberação dos recursos para evitar o avanço do desmatamento na Amazônia.

    Leia tudo sobre: bndes

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG