Fundação Butantã troca diretoria executiva

Uma reunião realizada ontem oficializou a escolha da nova diretoria executiva da Fundação Butantã, quase um mês depois de o Ministério Público (MP) de São Paulo ter apontado indícios de má gestão de recursos na entidade. O médico sanitarista e ex-secretário da Saúde José da Silva Guedes assumirá a presidência no lugar do pesquisador Isaías Raw, que havia sido afastado temporariamente do cargo após o conselho curador ter acolhido sugestão do MP.

Agência Estado |

Raw deixará a presidência para liderar o conselho técnico-científico da entidade. O químico Hernan Chaimovich exercerá a função de superintendente-geral.

A Fundação Butantã é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que presta serviços ao Instituto Butantã, centro de pesquisa vinculado à Secretaria de Estado da Saúde. De acordo com investigação do MP, pelo menos R$ 30 milhões teriam sido desviados por funcionários nos últimos três anos. O orçamento anual da fundação é de R$ 300 milhões.

O curador de fundações do MP de São Paulo, promotor Airton Grazzioli, afirma que não há nenhuma suspeita de envolvimento de Raw no esquema. "Entendemos apenas que o professor realizava uma gestão temerária dos recursos", diz.

O novo presidente da fundação leciona na Faculdade de Medicina da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e foi secretário estadual da Saúde de 1995 a 2002. Guedes afirma ter recebido o convite para o cargo, com surpresa, há dez dias. Ele preferiu não comentar as medidas que adotará no comando da entidade. "Ainda preciso tomar pé da situação", aponta.

Investigação

Segundo o curador de fundações do MP de São Paulo, faltam mais duas ou três diligências para que a ação seja proposta. O MP considera o ex-gerente financeiro da fundação Adalberto da Silva Bezerra, demitido em dezembro de 2008 por justa causa, o principal suspeito de coordenar o esquema. "Ainda não sabemos onde ele está", afirma Grazzioli. "Já o procuramos em todos os endereços possíveis para ouvir seu depoimento, mas não conseguimos encontrá-lo." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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