Funcionários dos Correios realizam assembléia no Rio para avaliar greve

RIO DE JANEIRO - Funcionários da Empresa Brasileira de Correio e Telégrafos (ECT) no Rio de Janeiro realizam na tarde desta segunda-feira nova assembléia para avaliar a paralisação que já dura 14 dias. Até agora, não houve acordo entre o sindicato da categoria e a direção da empresa. Pelo menos 84 milhões de cartas e 360 mil encomendas estão com entregas atrasadas em todo o país.

Agência Brasil |

Somente no Rio de Janeiro, cerca de 900 itens, entre correspondências e encomendas, ficam acumuladas, por dia, nos centros de triagem.

De acordo com o diretor de Imprensa do sindicato, Carlos Luciano Azevedo, a proposta apresentada na semana passada pela ECT, intermediada pelo ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Rider Nogueira de Brito, não deixa claro se a empresa vai deixar de descontar os dias de paralisação.

"Nós queremos que haja uma cláusula com esse compromisso de não descontar os dias de greve. Afinal, quando a empresa promete, ela já não cumpre. A nossa paralisação é para reivindicar um acordo feito em novembro do ano passado e que já foi descumprido duas vezes. Quem garante que não será descumprido uma terceira vez?", questiona.

De acordo com a assessoria de imprensa da ECT, no Rio a adesão à paralisação é mantida em 30%. Está marcada para esta terça-feira uma nova audiência no TST, em Brasília, entre representantes da empresa e do sindicato.

Paralisados desde o dia 1º de julho, os trabalhadores deflagraram a greve em protesto contra o descumprimento do acordo sobre adicional de risco de 30% para os carteiros, a tentativa de imposição do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) sem negociação com a categoria e a não-revisão da participação nos lucros, que teria sido distribuída de forma desigual.

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