Funcionários dos Correios mantêm paralisação

Funcionários dos Correios, em greve desde a noite de terça-feira, decidiram hoje manter a paralisação por tempo indeterminado. A proposta da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafo (ECT), de reajuste salarial de 9%, foi recusada por 20 sindicatos, segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Correios (Fentect).

Redação com Agência Estado |

Os sindicatos não aceitam negociar o reajuste por dois anos, como quer a ECT. "Não vamos ficar um ano sem discutir nada, só porque é um ano eleitoral", disse um dos integrantes do comando de greve da Fentect, Emerson Vasconcelos da Silva.

Agência Brasil
O presidente da ECT, Carlos Henrique Custódio, conversa com funcionários

A Fentect questiona também o acréscimo de R$ 100 ao piso salarial de R$ 640 proposto pela ECT para ser pago a partir de janeiro de 2010. "Queremos aumento já, e R$ 100 é muito pouco", disse Silva. A categoria pediu um acréscimo de R$ 300. "Não fazemos apenas reivindicações econômicas, queremos também condições de trabalho", afirmou.

Segundo balanço divulgado pela Federação, somente o sindicato de Bauru (SP) votou pelo fim da greve. A proposta da ECT foi rejeitada pelos sindicatos do Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Campinas (SP), Ceará, Espírito Santo, Goiás, Juiz de Fora (MG), Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Vale do Paraíba (SP).

Reivindicações

Os trabalhadores exigem o reajuste salarial de 41,03% e mais R$ 300 no piso da categoria, a redução de jornada de trabalho e a contratação de mais servidores por concurso.

A empresa havia proposto um reajuste imediato de 9% e um aumento linear de R$ 100 para todos os empregados a partir de janeiro de 2010. Além disso, propôs um acréscimo de R$ 100,00 ao piso salarial da categoria, que é de R$ 640,00. A empresa pagaria esse acréscimo a partir de janeiro de 2010.

Os Correios estavam dispostos, ainda, a aumentar o vale-alimentação de R$ 20,00 para R$ 21,50 neste ano e para R$ 23,00 no próximo ano, além de conceder um vale-alimentação extra nos meses de dezembro deste ano e do próximo.

De acordo com o diretor de Recursos Humanos, Pedro Magalhães, se a proposta fosse aceita, a ECT teria um impacto de R$ 729 milhões na folha de pagamento, que é de R$ 5,5 bilhões.

Contas

Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), José Geraldo Tardin, enfatizou que o consumidor deve ficar atento às faturas e boletos remetidos via postal pelas empresas de origem das cobranças.

O consumidor não está isento do pagamento em virtude da greve dos correios. O que ele deve fazer é ligar na empresa, anotar o nome do atendente, do protocolo, a data e a hora que está ligando e solicitar que a empresa disponibilize uma segunda opção de pagamento, orientou.

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