Funcionários dos Correios mantêm greve por todo o País

SÃO PAULO - Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) estão em greve, por tempo indeterminado, desde a zero hora de terça-feira. De acordo com a assessoria da ECT, a paralisação dos carteiros interrompeu os serviços como Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta. Nesta quarta-feira, os funcionários que aderiram ao protesto farão assembléias para decidir se mantém ou não a paralisação.

Redação com agências |

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Distrito Federal, Moysés Leme, 60% dos funcionários estão parados, o que representa 80% da área operacional, como os carteiros.  Ao todo, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) tem 112 mil funcionários. De acordo com Leme, no início desta terça a greve já atingia 22 Estados mais o Distrito Federal. De acordo com a assessoria dos Correios em São Paulo, cerca de 40% dos trabalhadores, a maioria carteiros, aderiram à greve.

A quarta-feira dos trabalhadores em greve na cidade de Brasília será marcada por passeatas pelo Ministério das Comunicações e Palácio do Planalto. Leme afirma que a categoria espera por negociações por parte do governo e deve decidir sobre a manutenção da greve em uma assembléia que acontece entre às 14h e 15h.

Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), a categoria reivindica a adoção de um novo Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS); mudanças na forma de distribuição da Participação nos Lucros e Resultados (PLR); e o cumprimento, pela ECT, do termo de compromisso que garante adicional de 30% sobre o salário dos carteiros, assinado pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, em novembro do ano passado.

De acordo com o secretário-geral da Fentect, Manoel Cantoara, a empresa chegou a pagar o adicional de 30% durante três meses, mas, no quarto mês, que seria o período de efetivação da gratificação, deixou de fazer o pagamento.

Segundo Cantoara, a ECT pediu mais três meses para solucionar a situação. O governo liberou R$ 390 milhões para resolver o problema e a empresa aplicou de outra forma, sem discutir com os trabalhadores, pagando R$ 260 milhões [de forma] linear para os carteiros. Por esse motivo estourou a greve em todo o país.

Segundo a ECT, a lei que prevê o pagamento de adicional de periculosidade não inclui os carteiros. Por isso, a empresa criou o Adicional de Atividades de Distribuição e/ou Coleta (AADC) e o Adicional de Atendimento em Guichê em Agências dos Correios (AAG), que garantem o valor fixo de R$ 260 para todos os trabalhadores.

Essa gratificação começou a ser paga na segunda-feira no salário correspondente ao mês de junho. Mas, segundo a ECT, a categoria não aceita a decisão, porque os funcionários com mais tempo de trabalho alegam que, com o valor fixo, vão receber menos do que ganhariam com o adicional de 30% sobre os salários.

Leia mais sobre: Correios

    Leia tudo sobre: correios

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG