Funcionários dos Correios iniciam greve por tempo indeterminado

Rio de Janeiro, 16 set (EFE).- Os funcionários dos Correios iniciaram na madrugada desta quarta-feira uma greve por tempo indeterminado para exigir melhores salários e cujo alcance é motivo de divergência entre os sindicatos e a direção da empresa.

EFE |

A Federação Nacional de Trabalhadores dos Correios (Fentect), que reúne todos os sindicatos da companhia, assegura que 33 dos 35 sindicatos da estatal aderiram à paralisação e que pelo menos 70% dos 116 mil empregados cruzaram seus braços.

Em comunicado, a direção da companhia informou que, em seu primeiro dia, a convocação de greve foi aprovada por 28 dos 35 sindicatos, embora "apenas 8% dos empregados paralisaram suas atividades".

Segundo o presidente da Fentect, os dois únicos sindicatos que ainda não aprovaram a greve estudam a possibilidade de se juntar à paralisação nacional da empresa.

Os sindicatos reivindicam um aumento de 41,03% para repor as perdas salariais supostamente acumuladas entre 1994 e 2009, além de um bônus de R$ 300 mensais.

Os grevistas igualmente pedem a redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial e mais contratações.

A empresa alega que os empregados decidiram entrar em greve após rejeitar um aumento salarial de 4,5% oferecido para repor a inflação dos últimos 12 meses e um incremento em outros benefícios, como o vale-alimentação.

"Segundo estudos técnicos realizados pela ECT, se as reivindicações dos trabalhadores forem atendidas, apenas as cláusulas econômicas custarão aos Correios cerca de R$ 54 bilhões ao ano, valor quase cinco vezes maior do que todas as receitas anuais da empresa", assegura a companhia.

A estatal se comprometeu a apresentar ainda nesta semana uma nova proposta que atenda parte das reivindicações dos trabalhadores, mas que "não prejudique a saúde financeira da empresa".

"Não estamos em um momento propício para greves. Recentemente, a Justiça se pronunciou favoravelmente sobre a manutenção do monopólio postal. É hora de mostrar responsabilidade", disse o diretor de Recursos Humanos dos Correios, Pedro Magalhães.

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, informou que se reunirá hoje com seu colega do Planejamento, Paulo Bernardo, para tentar resolver o assunto.

Costa alegou que um aumento salarial acima do proposto não depende de sua pasta, ao qual os Correios estão vinculados, mas da de Planejamento. EFE cm/bba

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